uma música que fala (e critica também - o que não é o objetivo do post) o amor.
Mas a melodia muito boa :)
Neste pequeno punhado de anos que a vida tem me proporcionado,
aprendi o quanto errados estamos em esperar pelo amor.
O amor não chega, ele já está!
Olhe por sua volta. Sinta o amor dos seus pais,
e você vai achar aquele que eu vou chamar de amor "número 1".
Aquele que existe antes mesmo de você nascer, antes mesmo de você abrir os olhos ou sorrir,
antes ainda de você saber quem é, - se você tiver a mesma sorte que eu - os seus pais já te amavam!
Depois vem o amor por consequência, dos seus irmãos.
No começo é sempre meio empurrado goela abaixo,
mas vai virando um compromisso de cuidado e de defesa. Tipo coisa de "bando" mesmo.
É um amor que revela herois, capazes de tudo pra defender o menor.
Um amor que solta faísca, que gera briga, e que, ao contrário do que achamos na infância,
não divide o amor dos nossos pais,
e sim acrescenta ao amor número 3: o amor de família.
Esse amor já é mais cheio de festa. Festa mesmo: casa da vó, noite na casa dos primos, almoço da tia...
Um amor demonstrado em simples momentos,
onde estar junto significa bem mais do que uma simples frase de três palavras (eu te amo).
Depois começam a surgir os amores de fora.
A gente conhece gente diferente, que nos faz sentir diferente e nos torna diferente também,
que no fim vira um bando de gente igual se sentindo diferente.
A esse grupo chamamos de amigos.
O mais intenso, que pode acontecer e acabar num piscar de olhos, ou durar pra sempre
(nem que seja numa recordação, numa foto da viajem que se conheceram).
Tem amor de amigo que gruda no peito, e não há remédio que tire.
Tem "amigo" que a gente até tenta amar, mas que o coração não deixa.
Tem outros que quem não deixa a gente amar... é a nossa mãe. (rsrs)
Daí a gente conhece o amor mais perigoso, o amor às coisas.
A gente ama, gruda, se apega, e... pode até perder amores maiores por causa disso.
Como no clichê que tanto se diz por aí... as coisas não foram feitas pra ser amadas, e sim usadas.
Mas tem horas que a gente confunde e passa a usar pessoas que, na verdade, deveriam ser amadas.
Há um outro amor curioso também, que não sei classificar.
Na verdade não tenho certeza se já senti, mas sei que ele existe porque foi de um amor assim que eu nasci.
É o amor por uma unica pessoa, que acontece sem motivo, sem explicação, sem hora, sem idade.
É um amor quente, que confunde, que alegra, que estimula, que levanta a auto estima.
É um amor frágil que se não cuidado, pode virar ódio, rancor e mágua.
Mas que se bem resolvido, e com um pouquinho de tempo, vira a coisa mais importante da nossa vida.
Mas com todos esses amores, aprendi que o amor primordial,
que definitivamente não tem classificação e nem se pode mensurar os benefícios.
Este é o amor próprio.
Este que tenho vivido agora.
É o amor mais lindo e mais poderoso, porque com este se conquista qualquer outro amor.
O amor da família, o amor dos amigos, o amor ao trabalho, o amor pela vida. Pela própria vida.
Nessa nossa visita rápida aqui pela terra a gente só aprende o que é o amor
quando começamos a amar de verdade.
E a gente só ama quando o coração está aberto para isso.
Então, no importa o quanto esse sentimento tenha bagunçado o nosso coração, ~
ou quanto tempo ele tenha demorado para aparecer:
Nunca feche as portas para ele!
Pois aquilo que é ruim hoje, pode ser bom amanhã;
E aquilo que é bom amanhã, pode se tornar bom para sempre.
Amar é uma decisão que exige dedicação.
Muito fácil é não amar. Bom mesmo é ser amado.
Por alguém, ou por nós mesmos.
Com amor,
Bruna.
Que legal!
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