Os anos vão passando, a gente vai se acostumando com a falta das pessoas pra que a dor não nos domine,
e quando se dá conta disso, se sente até meio mal.
Hoje, 19 de janeiro... Dia de quê?
"Caranguejo! Dia de gente em casa, dia de comemorar..."
Durante toda a minha infância foi assim.
Mas hoje, quase que nem lembro da data...
Falta uma hora para o dia 20 de janeiro e só agora percebi que hoje o Velho Benjamim estaria completando seus 60 aninhos de vida.
Que falta faz esse meu velho...
Mas eu fico feliz, porque onde quer que ele esteja sei que, com ou sem caranguejo, ele deve estar fazendo a maior festa.
Afinal, um de seus maiores medos era de ficar velho. E não ficou!
Na minha memória vai ser sempre aquele pai forte, ou nem tão forte assim, mas resistente e valente à tudo.
Daqueles que criança vê igual a um herói sabe?!
Divertido, contador de piadas de primeira linha, empolgado pra qualquer parada...
É assim que vou lembrar de você meu velho: Jovem, no auge dos seus 55, se pendurando em arvore e fazendo rir.
Queria te dar um "Upa" bem forte agora, como naquele dia em você me levou na rua de traz da nossa casa pra eu desabafar as minha angústias. E como naquele dia, estou chorando agora...
Mas é de alegria por ter vivido com você intensamente o pouquinho de vida juntos que Deus permitiu.
Onde estiver, não fique muito convencido... Afinal esse já é o segundo post que eu dedico a você,
e mãe tem ciumes. hihi
Um dia a gente se encontra ;)
Te amo meu velho ♥
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Amores
Para embalar a leitura de mais um suspiro meloso do coração sobre a vida,
uma música que fala (e critica também - o que não é o objetivo do post) o amor.
Mas a melodia muito boa :)
Neste pequeno punhado de anos que a vida tem me proporcionado,
aprendi o quanto errados estamos em esperar pelo amor.
O amor não chega, ele já está!
Olhe por sua volta. Sinta o amor dos seus pais,
e você vai achar aquele que eu vou chamar de amor "número 1".
Aquele que existe antes mesmo de você nascer, antes mesmo de você abrir os olhos ou sorrir,
antes ainda de você saber quem é, - se você tiver a mesma sorte que eu - os seus pais já te amavam!
Depois vem o amor por consequência, dos seus irmãos.
No começo é sempre meio empurrado goela abaixo,
mas vai virando um compromisso de cuidado e de defesa. Tipo coisa de "bando" mesmo.
É um amor que revela herois, capazes de tudo pra defender o menor.
Um amor que solta faísca, que gera briga, e que, ao contrário do que achamos na infância,
não divide o amor dos nossos pais,
e sim acrescenta ao amor número 3: o amor de família.
Esse amor já é mais cheio de festa. Festa mesmo: casa da vó, noite na casa dos primos, almoço da tia...
Um amor demonstrado em simples momentos,
onde estar junto significa bem mais do que uma simples frase de três palavras (eu te amo).
Depois começam a surgir os amores de fora.
A gente conhece gente diferente, que nos faz sentir diferente e nos torna diferente também,
que no fim vira um bando de gente igual se sentindo diferente.
A esse grupo chamamos de amigos.
O mais intenso, que pode acontecer e acabar num piscar de olhos, ou durar pra sempre
(nem que seja numa recordação, numa foto da viajem que se conheceram).
Tem amor de amigo que gruda no peito, e não há remédio que tire.
Tem "amigo" que a gente até tenta amar, mas que o coração não deixa.
Tem outros que quem não deixa a gente amar... é a nossa mãe. (rsrs)
Daí a gente conhece o amor mais perigoso, o amor às coisas.
A gente ama, gruda, se apega, e... pode até perder amores maiores por causa disso.
Como no clichê que tanto se diz por aí... as coisas não foram feitas pra ser amadas, e sim usadas.
Mas tem horas que a gente confunde e passa a usar pessoas que, na verdade, deveriam ser amadas.
Há um outro amor curioso também, que não sei classificar.
Na verdade não tenho certeza se já senti, mas sei que ele existe porque foi de um amor assim que eu nasci.
É o amor por uma unica pessoa, que acontece sem motivo, sem explicação, sem hora, sem idade.
É um amor quente, que confunde, que alegra, que estimula, que levanta a auto estima.
É um amor frágil que se não cuidado, pode virar ódio, rancor e mágua.
Mas que se bem resolvido, e com um pouquinho de tempo, vira a coisa mais importante da nossa vida.
Mas com todos esses amores, aprendi que o amor primordial,
que definitivamente não tem classificação e nem se pode mensurar os benefícios.
Este é o amor próprio.
Este que tenho vivido agora.
É o amor mais lindo e mais poderoso, porque com este se conquista qualquer outro amor.
O amor da família, o amor dos amigos, o amor ao trabalho, o amor pela vida. Pela própria vida.
Nessa nossa visita rápida aqui pela terra a gente só aprende o que é o amor
quando começamos a amar de verdade.
E a gente só ama quando o coração está aberto para isso.
Então, no importa o quanto esse sentimento tenha bagunçado o nosso coração, ~
ou quanto tempo ele tenha demorado para aparecer:
Nunca feche as portas para ele!
Pois aquilo que é ruim hoje, pode ser bom amanhã;
E aquilo que é bom amanhã, pode se tornar bom para sempre.
Amar é uma decisão que exige dedicação.
Muito fácil é não amar. Bom mesmo é ser amado.
Por alguém, ou por nós mesmos.
Com amor,
Bruna.
uma música que fala (e critica também - o que não é o objetivo do post) o amor.
Mas a melodia muito boa :)
Neste pequeno punhado de anos que a vida tem me proporcionado,
aprendi o quanto errados estamos em esperar pelo amor.
O amor não chega, ele já está!
Olhe por sua volta. Sinta o amor dos seus pais,
e você vai achar aquele que eu vou chamar de amor "número 1".
Aquele que existe antes mesmo de você nascer, antes mesmo de você abrir os olhos ou sorrir,
antes ainda de você saber quem é, - se você tiver a mesma sorte que eu - os seus pais já te amavam!
Depois vem o amor por consequência, dos seus irmãos.
No começo é sempre meio empurrado goela abaixo,
mas vai virando um compromisso de cuidado e de defesa. Tipo coisa de "bando" mesmo.
É um amor que revela herois, capazes de tudo pra defender o menor.
Um amor que solta faísca, que gera briga, e que, ao contrário do que achamos na infância,
não divide o amor dos nossos pais,
e sim acrescenta ao amor número 3: o amor de família.
Esse amor já é mais cheio de festa. Festa mesmo: casa da vó, noite na casa dos primos, almoço da tia...
Um amor demonstrado em simples momentos,
onde estar junto significa bem mais do que uma simples frase de três palavras (eu te amo).
Depois começam a surgir os amores de fora.
A gente conhece gente diferente, que nos faz sentir diferente e nos torna diferente também,
que no fim vira um bando de gente igual se sentindo diferente.
A esse grupo chamamos de amigos.
O mais intenso, que pode acontecer e acabar num piscar de olhos, ou durar pra sempre
(nem que seja numa recordação, numa foto da viajem que se conheceram).
Tem amor de amigo que gruda no peito, e não há remédio que tire.
Tem "amigo" que a gente até tenta amar, mas que o coração não deixa.
Tem outros que quem não deixa a gente amar... é a nossa mãe. (rsrs)
Daí a gente conhece o amor mais perigoso, o amor às coisas.
A gente ama, gruda, se apega, e... pode até perder amores maiores por causa disso.
Como no clichê que tanto se diz por aí... as coisas não foram feitas pra ser amadas, e sim usadas.
Mas tem horas que a gente confunde e passa a usar pessoas que, na verdade, deveriam ser amadas.
Há um outro amor curioso também, que não sei classificar.
Na verdade não tenho certeza se já senti, mas sei que ele existe porque foi de um amor assim que eu nasci.
É o amor por uma unica pessoa, que acontece sem motivo, sem explicação, sem hora, sem idade.
É um amor quente, que confunde, que alegra, que estimula, que levanta a auto estima.
É um amor frágil que se não cuidado, pode virar ódio, rancor e mágua.
Mas que se bem resolvido, e com um pouquinho de tempo, vira a coisa mais importante da nossa vida.
Mas com todos esses amores, aprendi que o amor primordial,
que definitivamente não tem classificação e nem se pode mensurar os benefícios.
Este é o amor próprio.
Este que tenho vivido agora.
É o amor mais lindo e mais poderoso, porque com este se conquista qualquer outro amor.
O amor da família, o amor dos amigos, o amor ao trabalho, o amor pela vida. Pela própria vida.
Nessa nossa visita rápida aqui pela terra a gente só aprende o que é o amor
quando começamos a amar de verdade.
E a gente só ama quando o coração está aberto para isso.
Então, no importa o quanto esse sentimento tenha bagunçado o nosso coração, ~
ou quanto tempo ele tenha demorado para aparecer:
Nunca feche as portas para ele!
Pois aquilo que é ruim hoje, pode ser bom amanhã;
E aquilo que é bom amanhã, pode se tornar bom para sempre.
Amar é uma decisão que exige dedicação.
Muito fácil é não amar. Bom mesmo é ser amado.
Por alguém, ou por nós mesmos.
Com amor,
Bruna.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
2012: Faça Valer
Atrasadinha mas ainda assim faço questão de postar o texto compartilhado com meus amigos, que fizeram parte da minha vida em 2012, com algumas reflexões que o ano trouxe a minha vida.
Nesse ano, além do texto (como no ano passado) fiz um video, com o registro de alguns momentos, com uma música super fofa (tá la em baixo) :)
Espero que gostem ;)
Nesse ano, além do texto (como no ano passado) fiz um video, com o registro de alguns momentos, com uma música super fofa (tá la em baixo) :)
Espero que gostem ;)
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Quando você sai de noite, sente o vento quente da rua e vê que todas as luzes ao redor estão piscando, o coração já sabe: Chegou o natal.
Com ele chega também, pra maioria de nós, as tão esperadas e merecidas férias e o fim de um ciclo, o fim de um ano. Então a gente fecha o caixa, e faz um balanço de tudo o que aconteceu.
Dos amigos feitos, das amizades distanciadas, dos objetivos cumpridos, as viagens feitas, os desejos realizados... e da nossa própria evolução.
A cada ano, somos pessoas novas, formadas da soma dos dias que nos trouxeram algo diferente. Às vezes, essas coisas diferentes que acontecem na nossa vida servem também pra mostrar que não precisamos nos tornar algo novo e diferente, e mostra que somos muito bons do jeito que somos. Servem também pra percebermos que aquilo que, muitas vezes, julgamos tão necessários em nossas vidas, na verdade já não cabem mais nela.
Nesse ano o meu maior aprendizado foi o valor das amizades. A amizade da minha mãe, que segurou minha barra quando minha vontade era desistir de tudo que esse mundo de gente grande me obrigou a encarar. A amizade dos meus irmãos (isso inclui os cunhados, que considero meus irmãos de destino) que conseguiram, por tantas vezes, me ouvir, me apoiar, me valorizar, me acolher tardeda noite e me fazer sentir especial com o que eu podia oferecer-lhes, por mais pouco que fosse. Os meus sobrinhos também foram meus grandes amigos, com os quais eu pude brincar, rolar no chão, fantasiar, voltar a ser um pouco mais jovem e sentir a real pureza em seus olhinhos pequenos, me dizendo o tempo todo o quanto a “Tia Bubu” é importante pra eles. Eles me mostraram também, imitando tudo o que ensinávamos, que não adianta exigir dos outros o que nós mesmo não adotamos para nós. Tiveram também os amigos AMIGOS mesmo que, por mais ausente que eu tivesse sido nessas ultimas fazes, sempre lembraram de passar a mão no telefone ou no teclado pra ligar ou mandar um email. Ahhhh, e foi com eles que eu passei os melhores dias desse ano! Chegava o fim de semana, dia de tirar a mochila da faculdade das costas, esquecer do trabalho e cair no mundo. Seja pra ir num pagode, num reggae, num rock... Pra viajar e conhecer lugares ma-ra-vi-lho-sos (e esse ano foram muitos mesmo), ou ficar em casa, comendo pizza, jogando cartas...
E aquela história de que sofrimentos valem a pena, e que todos merecem uma segunda chance, passou a ter um novo sentido pra mim. Me desgastei com coisas desnecessárias e aprendi que só merece um segunda chance que faz por merecer, e que amor nenhum vale mais do que o da nossa família, dos nossos amigos de verdade e PRINCIPALMENTE do que o nosso amor próprio.
Obrigada tia Angela, tia Zenir, tia Dete e tia Jô por me acolherem na casa de vocês tantos dias.
Obrigada primos e amigos que tiveram a coragem de sair comigo e fazer tantas coisas (que é melhor não citar com detalhes) comigo.
As coisas vão dar certo, porque tem que partir de dentro de nós!
Valentia, desafios, loucuras, conquistas...
Somos os responsáveis por nossa própria felicidade, tanto quanto é nosso o mérito de tudo o que a gente alcança.
Isso não é maravilhoso?
Quero que esse, e os próximos anos de nossas vidas, a cada dia, sejam novos tempos.
Tempo onde as ilusões perdem a vez para as realizações.
Talvez realidade não apenas dos que se tem desejado, mas de tudo de novo que vai aparecer.
O bem atrai o bem. O mal nos deixa só.
Como Madre Teresa dizia, eu digo hoje com mais fervor que ontem "Senhor... Se Tu queres, eu quero. Se Tu não queres eu TAMBÉM não quero".
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