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| Foto "emprestada" sem autorização, do meu amigo Felipe Ramos. Lindo registro que ele fez da Lua de Joinville há um tempinho já. |
Dias de lua cheia em Joinville, e eu - como sempre - zanzando pela cidade na casa de pessoas que me fazem feliz.
Nesse fim de semana (11/12/11) meu primo Matheus me fez resgatar os motivos por eu amar, admirar e me sentir tão bem diante da lua.
Por alguns segundos, admirando a gigantesca esfera de prata mais que reluzente na sua aparição de sábado, no céu limpo e a uma altura considerável (na porta da cozinha da casa dele que fica em cima de um morro), ele me fez ficar alguns segundos sem saber o que dizer, num momento em que me perdi nas minhas recordações.
"Quem gostava muito disso era o teu pai" - Foi o que ele disse.
Mergulhei, quietinha e sem deixar ninguém perceber, nos olhos do meu velho...
Lembrei exatamente do jeitinho dele me chamando (praticamente me obrigando) a sentar com ele na varanda da nossa casa, pra conversar e... ver o céu.
Eu, sabendo que ele não iria parar de chamar até que eu fosse ficar com ele, chegava lá e puxava uma cadeira, e colocava os meus pés em cima da perna dele.
Ele fazia a tradicional "massagem do crescimento" que, segundo ele, me faria crescer...
Tudo desculpa pra ficar pertinho de mim. Ele contava suas histórias, inventava outras... me fazia sorrir (e muito).
Ele cantava, com uma voz rouca e gostosa ao mesmo tempo, e perguntava o que eu tinha feito no dia...
Ensinava algumas coisas, prometia fazer outras milhares (acampar, fazer um carrinho de catador lixo pra eu ganhar dinheiro, me dar um cavalo pra criarmos no rancho de casa, me ensinar a dirigir, viajar com as primas no fim de semana, construir um telhadinho em cima do portão da casa...).
Tudo isso de baixo da lua. A mesma lua que esteve tão pertinho de mim ontem.
Ele se foi, mas assim como a lua - que tantas vezes foi testemunha da nossa parceria - está aqui ainda. Continuaram as memórias de um tempo, por menor que tenha sido, do nosso amor um pelo outro.
Afinal, como trago comigo em muitas coisas, vale mais a intensidade do que a duração.
Afinal, como trago comigo em muitas coisas, vale mais a intensidade do que a duração.
E assim como a lua que, hoje andou se escondendo atrás das nuvens do céu, sei que ele está por aqui ainda, porque eu posso sentir.
Está nas coisas que aprendi a gostar, está no jeito que aprendi a fazer amigos, está no meu sorriso e nas minhas lagrimas muitas vezes.
Há quem diz que está também no meu olhar, no meu jeito bobalhão e nas sardinhas.
E mesmo que eu não possa vê-lo mais, todo o amor que me ensinou a ter no coração - por mais que às vezes tenha "nuvens" atrapalhando - ainda está aqui.
Pena não estarmos mais juntos na varanda hoje, pra dividir as minhas conquistas das quais ele foi (junto à minha mãe), inspiração.
Mas que eterno seja todo esse sentimento, que só me faz agradecer a Deus pela vida e pelas pessoas que ele me deu.
Com coração apertado de saudade do Velho Benjamim (meu querido pai),
Bruna ♥
MUSICA PRA EMBALAR A LEITURA:
Open Your Eyes - Snow Patrol

Lindo :)
ResponderExcluirSem palavras, pois as lágrimas correm em meu rosto...e uma coisa é verdade da mesma certeza que sei que a lua não vai desaparecer ele nunca ira sair da minha lembrança e do principalmente do meu coração.
ResponderExcluirDeus é muito bom e sábio, pois levou ele mas deixou vc para consolar nossos corações.
Saudades.....
Fabi!