sábado, 21 de setembro de 2013

Dia da Tia

Quando me tornei tia, meu jeito de ver as coisas mudaram.
Conheci a responsabilidade de segurar alguém pela mão pra atravessar a rua e de ensinar tudo de melhor que eu aprendi (e algumas besteirinhas também, claro).
Aprendi a segurar bebê, trocar fralda, dar banho de banheira...
Até meu nome mudou.

Agora sou a Bubu, aquela que se sente amanda quando é atacada ao chegar na casa dos sobrinhos, e logo se sente como uma árvore quando os macaquinhos começam a se pendurar, tão grandes que quase já me derrubam. Também aquela que recebe a honra da confiança para escutar, compreender, acompanhar e aconselhar. Hoje sou a tia mais feliz do mundo, porque conheço um amor simples e puro vindo de três corações que eu acompanho crescer: Ana Flávia, Fefê e Juka.

Papel de tia é colecionar momentos e dividir as emoções mais especiais vividas pelos nossos irmãos, que desfrutam da paternidade/maternidade, com todo prazer :)













quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nem tanto


Nem tanto ao mar, nem tanto à terra;
Nem tanto a chuva, nem tanto o sol;
Nem tanto o branco, nem tanto o preto;
Nem tanto o céu, nem tanto o inferno;
Nem tanto o amor, nem tanto o rancor;
Nem tanto a vida, nem tanto a morte;
Nem tanto nós, nem tanto os outros.
Exagero é perda de controle.

Subir é importante. Elevar-se é surpreendente.
Mas aqui embaixo também tem seu valor.
A hora certa da escalada está dentro de nós,
e os relógios não são iguais.

Festa da Cocota Loca

terça-feira, 2 de abril de 2013

Blues


Se é pra falar de Blues, fale direito!
Fale das tristezas que transcendem os sentimentos
enfatizadas em poesia
- bem que eu queria -
que essa dor fosse de verdade.

Quero falar do blues, como ele se fez
expulsando a tristeza falsa, pro azul sem tradução.

Venha Blues aos meus ouvidos,
só pra deixar "tudo azul".


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Guarda


Guarda o sonho, guarda-roupa
guarda tudo aquilo que a gente usou.
Pega o carro, guarda a mala
leva tudo o que você deixou.
Pouco tempo é coisa pouca
pra um coração que nunca esqueceu.
Cada hora, jeito, fogo
que um dia acendeu.

A sujeira das botas é a limpeza da alma.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Quem nunca?

Quem nunca achou que pai e mãe não adoecem, nem têm medo, frio ou fome?
Quem nunca acreditou, sequer um pouquinho, em Super-homem e Mulher Maravilha por causa deles?
Quem nunca se aninhou debaixo de suas costas como se fosse o lugar mais seguro do mundo, 
ou escalou um colo como se fosse a montanha mais alta e forte?
Quem nunca acreditou que pai e mãe fossem eternos?
E quem disse que não são?